Mostrando postagens com marcador Baryshnikov. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Baryshnikov. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Meu pai é Baryshnikov



Não, meu pai não é Baryshnikov. E esse não é um post que pode resultar num escândalo sem precedentes. Meu Pai é Baryshnikov é o filme pelo qual fiquei extremamente curiosa para assistir quando vi a programação do 17° Festival de Cinema Judaico de São Paulo. Infelizmente, não dei sorte com o dia da exibição.

Dirigido por Dmitry Povolotsky, o longa russo de 2011 se passa nos anos 1980, durante a Perestroika. Conta a história de Boris, aluno da tradicional escola de ballet do Teatro Bolshoi.


Magrelo e sem o talento necessário para ser a 'estrela' da turma, o adolescente espalha entre os colegas que é filho ilegítimo de Baryshnikov. Isso acontece depois que Boris assiste ao filme O Sol da Meia-Noite (1985), protagonizado pelo bailarino desertor.

Espero encontrar e ver o longa em breve (quem achar, por favor, me avisa). Por enquanto, temos de nos contentar com o trailer sem legenda e em russo (eu acredito). Vasculhei a internet e não achei nem o vídeo em inglês.


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Theme and Variations com Gelsey e Baryshnikov

Na quarta-feira (23) fiz um breve comentário sobre a Gelsey Kirkland e sua autobiografia Dançando em Meu Túmulo. Neste post, não vou falar muito sobre o livro e Gelsey, uma das maiores bailarinas norte-americanas do século 20. Mas vou publicar um vídeo fantástico, de 1978, em que ela dança Theme and Variations com o Baryshnikov.

 O ballet foi coreografado por George Balanchine em 1947. Alicia Alonso e Igor Youskevitch fizeram o casal principal na estreia. A música é de Tchaikovsky: o último movimento da Suíte n° 3 para Orquestra em G Maior, Op. 55. Coreografia lindíssima e extremamente difícil! A polonaise final é de tirar o fôlego.

A técnica da Gelsey me assusta!

Vale tirar alguns minutos para assistir ao vídeo! No fim tem uma entrevista com ela em que fala, por exemplo, sobre a dificuldade de Theme and Variations e como é virar uma celebridade nacional!



quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Benjamin Millepied é o novo diretor do Ópera de Paris

Foto: Alexander Wagner/ Divulgação
O coreógrafo e bailarino francês Benjamin Millepied, 35 anos, será o novo diretor de dança do Ópera de Paris. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (24). Ele vai ocupar o cargo que já foi de Serge Lifar e Rudolf Nureyev. Mas isso só deve se concretizar em setembro de 2014, quando Brigitte Lefèvre se aposentar e deixar a posição.

Millepied se tornou mundialmente conhecido depois de Cisne Negro (2010). Além de atuar, foi o responsável pelas coreografias do filme e pela preparação da atriz Natalie Portman. E foi durante as filmagens que ele conquistou o coração da moça. Tiveram um filho e estão casados.

Foi Millepied quem abriu as portas do New York City Ballet para Darren Aronofsky realizar o longa. Na companhia norte-americana, o bailarino permaneceu de 1995 a 2011. Há alguns anos já vinha se destacando como coreógrafo. Em 2006 fez a bem-humorada Years Later especialmente para Baryshnikov; a coreografia foi apresentada no Brasil, durante a turnê do mito de 2010.

Pelas declarações que deu à imprensa, o francês parece estar realmente feliz. Não é para menos; ele vai dirigir uma das mais tradicionais e prestigiadas companhias de dança clássica do mundo. Mas confesso que tem uma pulga atrás da minha orelha. Por que Millepied, já que existiam fortes candidatos na casa?

Em sua defesa, Millepied disse em entrevista ao New York Times que não é um total estrangeiro, afinal, cresceu na França. E apesar de não ter frequentado o Ópera, absorveu ideias similares às da companhia durante seu treinamento.

O francês afirmou ainda que pretende incentivar o trabalho de novos coreógrafos e fazer com que os bailarinos dancem obras além do repertório clássico.

Estou torcendo. Vamos ver no que vai dar!

Enquanto isso, confira Years Later. A gravação não está boa, mas dá para ter uma ideia do trabalho de Millepied como coreógrafo.


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Momento de Decisão


Pensei em aproveitar Cisne Negro para falar sobre filmes de dança. O primeiro escolhido é o drama Momento de Decisão (The Turning Point, 1977), um dos meus preferidos. Não pela presença de Baryshnikov, acredite. O roteiro é ótimo. As protagonistas são - e estão - sensacionais: Shirley MacLaine e Anne Bancroft. A direção é do bailarino e coreógrafo Herbert Ross.

Quando jovens, as amigas Deedee (Shirley) e Emma (Anne) dedicavam-se exclusivamente ao balé. Mesmo muito talentosa, a primeira deixa o sonho para casar, ter filhos e se transformar em dedicada dona-de-casa. A amiga segue rumo oposto; abdica de tudo para se tornar grande estrela da dança.


Ambas voltam a se aproximar quando Emilia (Leslie Browne), filha de Deedee, entra para a companhia de Emma. Assim, a amizade e principalmente frustrações por escolhas do passado e ressentimentos afloram novamente. Ponto alto do filme é a cena memorável em que as amigas discutem, se estapeiam e, ao fim, riem de si mesmas. Emociona.

Baryshnikov interpreta o bailarino russo e mulherengo Yuri Kopeikine, pelo qual Emilia se apaixona. Aliás, o papel da garota seria da bailarina norte-americana Gelsey Kirkland, que não aceitou participar da produção.

Momento de Decisão recebeu 11 indicações ao Oscar de 1978: melhor filme, diretor, atriz (para Shirley e Anne), ator coadjuvante (Baryshnikov), atriz coadjuvante (Leslie), fotografia, direção de arte, roteiro original, montagem e som. No entanto, saiu sem nenhum prêmio; pena. Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, de Woody Allen, ganhou as principais categorias naquele ano. O longa de Ross levou dois Globos de Ouro, melhor filme/drama e diretor.




quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Fotos Baryshnikov



Como prometido, essas são as fotos de Mr. Baryshnikov e Ana Laguna, feitas por minha amiga Luciana Sá no dia 20 de outubro. Quanta tietagem. Mas lá podia.

"Ele olhou nos meus olhos". Pois é, Lu. Por esse e muitos outros motivos não vamos esquecer daquela noite.








quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Dança de Gente Madura


No último post falei sobre a minha expectativa em ver o espetáculo de Mikhail Baryshnikov e Ana Laguna. Para mim, assisti-los no palco do Teatro Alfa já seria maravilhoso. Entretanto, consegui algo inesperado: participar da coletiva de imprensa com os bailarinos. A matéria, publicada no Diário do Grande ABC, segue abaixo.

Ontem, assisti a Três Solos e Um Dueto. Magnífico vê-los tão bem em cena. Baryshnikov com sua fluência de movimentos impecável, vista apenas em gênios; Ana Laguna com uma energia arrebatadora. Quem a viu na coletiva não poderia imaginar que ela fosse dona de tanta força. Lindas também foram as reverances em que os artistas se mostravam felizes e de fato agradecidos pelo momento. Ao final, a cortina subiu três vezes, mas não sei quantos minutos duraram as palmas.



Na saída para o hotel, Baryshnikov atendeu aos pedidos dos fãs. Ao som de "I love you", "Bravo, Misha" e mais palmas, ele fez questão de autografar o programa do espetáculo.

Enfim, amigos. Que noite!

(Aguardem mais fotos de Baryshnikov tiradas por minha amiga Lu Sá).



******

A batalha começou há mais de 50 anos e ainda não acabou. A tal peleja - sem perdedor ou vencedor - é travada diariamente por Mikhail Baryshnikov, 62 anos, durante trabalho com a dança. "Você luta com o corpo a cada ano, a cada dia e a cada segundo. Não é sempre uma experiência prazerosa. Na maior parte do tempo é dolorosa, mas tem de ser feita."


Ao esforço exaustivo, o bailarino e a espanhola Ana Laguna, 54, estão habituados. Assim, a aposentadoria permanece distante. Tanto que em 2009, estrearam o espetáculo contemporâneo Três Solos e Um Dueto, projeto idealizado pelo coreógrafo sueco Mats Ek, marido de Ana. A première aconteceu em Estocolmo. Também estiveram em outros países da Europa e nos Estados Unidos.


Nesta semana, desembarcaram no Brasil, por onde iniciam turnê sul-americana. Passarão por São Paulo, com espetáculo hoje, às 21h, no Teatro Alfa, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Brasília e Manaus, onde encerram temporada no Teatro Amazonas. Na maioria das cidades, os ingressos esgotaram em cerca de quatro dias.


No início da semana, a dupla concedeu entrevista coletiva na Capital. Tímida, Ana foi quem menos falou. "Prefiro dançar a responder perguntas." Coube ao dono dos reluzentes olhos azuis oferecer a maioria das respostas aos jornalistas.


As coreografias de Três Solos e Um Dueto foram feitas ou adequadas ao corpo e possibilidades dos veteranos. Entretanto, o público não deve confundir maturidade com limitação. Em Place, de Mats Ek (que também assina Solo For Two), a dupla mostra grande vigor durante ininterruptos 22 minutos. No programa, há ainda Valse-Fantasie, do russo Alexei Ratmansky, e Years Later, do francês Benjamin Millepied.


Em nenhuma das peças coreográficas os bailarinos interpretam personagens. "Somos nós. Não estamos fazendo nenhum papel. É muito tarde em nossas vidas para isso", ressalta Baryshnikov.


Histórias com personagens são características do balé clássico, estilo com o qual ele e Ana iniciaram a carreira. Mas isso foi há muito tempo e desse mundo, confessam, não sentem saudade.


Entretanto, o bailarino revela que não abandonou as aulas de balé; as faz constantemente para preparar o corpo. Também aderiu à ioga e fisioterapia. Faz o que for necessário para cumprir aquilo que se propôs a fazer. "Nunca é fácil acordar, trabalhar todo o dia e se apresentar. Mas esse é o trabalho", afirma Baryshnikov, que nasceu em Riga, Letônia (ex-integrante da União Soviética) e exilou-se em 1974 no Canadá.


BRASIL

Baryshnikov esteve no Brasil pela última vez em 2007 com a companhia Hell''s Kitchen Dance. "É grande responsabilidade dançar neste País porque há fatores genéticos e culturais que fazem com que o público brasileiro saiba o que é bom e o que não é." Ana esteve aqui em quatro ocasiões.


Apesar de ser uma das grandes lendas vivas da dança, Baryshnikov rejeita título de o melhor do século 20. "Não é esporte. Alguns gostam do meu trabalho, outros não. É uma opinião subjetiva. Fazemos o que temos de fazer. Quem é o melhor ou está no topo não importa. É uma grande tolice."


Arrependimentos? Baryshnikov menciona um: não ter trabalhado com a coreógrafa Pina Bausch, que faleceu em 2009, pouco antes de se apresentar no Brasil. Defeitos? "Felizmente ou infelizmente, não sei, nunca tive talento e gêneses para coreografar. Não sou escritor, pintor, cineasta. Sou apenas bailarino, um instrumento na mão de outras pessoas."


E sobre o adeus aos palcos? "Se vou sentir falta quando parar de dançar um dia? Provavelmente. Mas eu não sei. Só vou descobrir quando acontecer."


Matéria publicada no Diário do Grande ABC em 20 de outubro.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Baryshnikov no Brasil




Tenho de compartilhar algo com vocês. No dia 20 de outubro verei uma lenda no palco: Mikhail Baryshnikov. O bailarino se apresentará ao lado da espanhola Ana Laguna no Teatro Alfa, em São Paulo. Pelo que soube, a venda dos ingressos começou no dia 13 e, hoje (17), eles já estão esgotados.

No espetáculo Três Solos e Um Dueto, Baryshnikov, 62 anos, dança Years Later (coreografado por Benjamin Millepied's) e Valse Fantasie (de Alexei Ratmansky, ex-diretor artístico do Bolshoi). Ana Laguna mostra Solo For Two (de Mats Ek), em que o bailarino também aparece. Os dois encerram o programa com Place (também de Mats Ek).
Years Later
Confesso que tenho vontade de chorar quando penso muito sobre o assunto, tamanha felicidade. Por quê? No meu caso, Baryshnikov foi um dos heróis de minha infância e adolescência. Na época, tinha certeza de que seria bailarina. Não aconteceu. Entretanto, minha admiração pelo gênio não diminuiu.

Lembro-me da primeira vez que assisti Momento da Decisão (Turning Point, 1977). O filme foi indicado a 11 prêmios Oscar; Baryshnikov concorreu ao de melhor ator coadjuvante.

Quando estive em Nova York, tive a oportunidade de conhecer Gelsey Kirkland no Broadway Dance Center. A norte-americana – uma das principais bailarinas clássicas do século 20 – apertou minhas bochechas quando mencionei que tinha o livro dela (Dançando em Meu Túmulo) na minha casa. Eu mal consigo acreditar na cena até hoje. “Ela existe mesmo”, pensei.

Acredito que terei reação semelhante ao ver Misha, como Gelsey, que o namorou, o chamava. Conto os dias ansiosa para a data chegar logo. Assim, posso comprovar se ele também é real.

Misha e Gelsey

terça-feira, 6 de abril de 2010

Mitos do Século 20

Quem é apaixonado por dança os conhece. Mas se você nunca ouviu o nome deles, confira um breve resumo sobre os homens que fizeram história na dança clássica do século 20:

Vaslav Nijinski (1889-1950) foi bailarino e coreógrafo russo, considerado gênio da dança. Seus saltos impressionavam a plateia pela dificuldade. Teve vida conturbada, aos 29 anos foi acometido por doença mental. Morreu numa clínica psiquiátrica.


Vaslav Nijinski

O russo Rudolf (Rudi) Nureyev (1938-1993) começou o balé aos 17 anos. Isso não o impediu de se transformar em mito. Em 1961, exilou-se na Europa, onde conheceu a bailarina Margot Fonteyn. Ela estava se aposentando aos 43 anos, mas prorrogou a carreira por 15 anos; era 20 anos mais velha. Rudi morreu com Aids.
Nureyev
Mikhail Baryshnikov (1948) nasceu na Letônia, mas exilou-se no Canadá em 1974 e depois naturalizou-se norte-americano. É um dos nomes mais populares da dança clássica, reconhecido pelo talento artístico e técnico. Além de estrela do American Ballet Theater, fez dois filmes importantes e participou de séries na TV.

Confira Baryshnikov em Dom Quixote:


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...